Uma vez você me disse assim:
"Juliana, você é moderna no trato, e tradiconal na essência."
E essa sua frase, meu amor, eu não esqueço.
Você se foi e levou com você meu coração. Mas ele era teu, né?
~~Achei essa postagem de data 10/12/10 salva em "rascunhos", resolvi publicar~~
outubro 21, 2012
"Eu digo o que condiz..."
Esse blog sempre foi meu escape. Sempre deixei isso claro pra mim e pra ele. Atualizações aqui são raras. Quando eu preciso muito dizer algo, quando estou na bad, ele me salva. Escrever alivia.
É como estou agora: na bad. Garanto que eu estar na bad é algo tão raro quanto atualizar esse blog.
Sou passional, já falei isso por aqui antes. Quando eu sofro, eu sofro com muito gosto. Escuto músicas de fossa, choro, me descabelo, fico louca. L-o-u-c-a.
Uma coisa é certa: eu acredito no amor. E depois de sofrer, chorar e me descabelar, eu continuo acreditando no amor. Sou capaz de amar quantas vezes eu quiser. E sou capaz de fazer com que me amem também, sei disso.
Meus últimos relacionamentos não foram nada fáceis. E eu continuo aqui, tentando. Ele é meu oitavo ex namorado. Sim, oitavo.
Terminou por que? Olha, terminou por uma PENCA de motivos. Assim, muitos mesmo. Mas nenhum deles é falta de amor. O amor ainda existe, em ambos, e é grande. Mas só o amor não sustenta mais, e digo isso porque ele sustentou sozinho por muito tempo.
Como mulher, aguentei muito, até onde pude. E fui a melhor mulher que eu poderia ser. Fui cem porcento visceral. Por muitas vezes levei sozinha o relacionamento, e não foi fácil. Eu que sempre fui muito bem tratada e muito bem cuidada, tive que aprender a cuidar. E foi exatamente o que eu fiz. Coloquei em baixo da minha asa e cuidei. Ensinei tudo o que pude também.
Por que eu fiz isso? Porque eu amava, e sim, fui muito correspondida. Ele me amou muito também. O sofrimento do fim é recíproco.
Essa semana fui mais egoísta do que em todos os momentos da minha vida juntos. Uma coisa é certa: não quero voltar atrás, não quero o relacionamento baqueado que eu tinha. Pois, pra frente é que se anda. Ele está com outra, se é namorada, ficante, peguete, rolo, não diz respeito a mim. Mas não posso negar a presença dela. Ela está lá, seja qual for seu status na vida dele.
E isso tem me doído muito. Tudo em mim é muito, nunca fui pouco ou normal. Amo muito, sofro muito, aguento muito, esse post está cheio de “muitos”. Mas me dói exatamente por quê? É muito egoísmo da minha parte não o querer e ao mesmo tempo reclamar por ele estar com outra. É direito dele, sei disso.
Estou tentando ser honesta e firme. Às vezes bate a carência e eu ligo pra ele (atire a primeira pedra quem nunca ligou para o/a ex quando precisou desabafar mais alguma coisa), mas a intenção não é mais se acertar e voltar. A intenção deixou de ser essa no momento que eu assumi que o namoro tinha morrido. Já tive essa intenção muitas vezes, claro. Mas não é essa há algum tempo. A intenção é falar. Falar algo que ainda esteja preso, pois sempre tem. Vou falar pra quem? Vou falar pra um amigo que me magoou ele ter dito que ainda me ama e demonstrado que queria ir a um show comigo e com a minha negativa ter ido com ela? Do que adianta, pelo amor de Deus? Eu preciso falar isso é pra ele!
E esse é o ponto que está me doendo. Enquanto eu estou assumindo meu luto e ficando na minha, tenho que aguentar manhãs e tardes de declarações de amor, de saudade e sofrimento, para logo mais nas noites encará-lo de casal com outra. Isso no mínimo é uó.
Quer ser casal? Quer assumir a identidade de casal? Então que, por favor, pelo menos pare de dizer que me ama, que sente saudades, que é morto de apaixonado por mim, que o sexo com ela é sem graça (mas isso vai passar, o problema é que está bem acostumado com meu jeito de fazer amor, mas já já esquece, pois quem gosta de maçã, irá gostar de todas, porque todas são iguais). Na boa, isso não ajuda a ninguém. Não ajuda a mim, que tento caminhar pra frente e fico tropeçando com essas informações, não ajuda a ela, que jura que vai revolucionar a vida dele, e principalmente, não ajuda a ele, que se engana e se atordoa. Assuma a identidade de casal, aponta pra fé e rema!
[...]
Lendo o texto percebo que ele tinha tudo pra ser bonito, mas eu consegui estragar com um final cheio de acidez e recalque. Juliana, te ajusta, mulher! Tu pode mais!
Mas o texto todo começou da intenção de colocar tudo, tudo pra fora e assim, um ponto final nisso. Se junto com o que eu sinto existe acidez e recalque, então pronto, mas o importante é que uma hora os sentimentos ruins caem fora também.
Obrigada, blog, por existir e permitir que eu te use de escape. Sem você, meus textos seriam só documentos de Word.
setembro 24, 2011
Como as coisas são - ou pelo menos como deveriam ser...
Se eu estou num lugar e esbarro em alguém desconhecido sem querer;
eu peço desculpas.
Se eu estou conversando com um amigo e piso no pé dele sem querer;
eu peço desculpas.
Se eu dou um tabefe na cara da pessoa que eu amo, mesmo que sem querer;
eu peço MUITAS desculpas.
eu peço desculpas.
Se eu estou conversando com um amigo e piso no pé dele sem querer;
eu peço desculpas.
Se eu dou um tabefe na cara da pessoa que eu amo, mesmo que sem querer;
eu peço MUITAS desculpas.
Se um desconhecido merece um pedido de desculpas, imagina um amor.
agosto 23, 2011
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