setembro 24, 2011

Como as coisas são - ou pelo menos como deveriam ser...

Se eu estou num lugar e esbarro em alguém desconhecido sem querer;
eu peço desculpas.

Se eu estou conversando com um amigo e piso no pé dele sem querer;
eu peço desculpas.

Se eu dou um tabefe na cara da pessoa que eu amo, mesmo que sem querer;
eu peço MUITAS desculpas.



Se um desconhecido merece um pedido de desculpas, imagina um amor.

agosto 23, 2011

É só pra dizer que...

...como eu, esse blog voltou a sorrir.

"Eu sou sua menina, viu?"

Eu acho que nunca falo e nunca escrevo o que você merece de mim...
E você merece tanto...

Uma vez, um pouquinho antes de te conhecer,  num post da Natália no Facebook, ela brincou comigo que eu estava era com recalque porque não tinha namorado, e eu respondi exatamente essas palavras: "vou mostrando como sou, e vou sendo como posso, jogando meu corpo no mundo, andando por todos os cantos e pela lei natural dos encontros, eu deixo e recebo um tanto...".

Acho que eu estava sentindo que você ia chegar...

Eu muito sei que não ganhei um namorado. Eu ganhei um namorado, um companheiro, um parceiro de crime, um cúmplice... Você é tudo isso pra mim. Sei também que sou tudo isso pra você.

O que são 3 meses de namoro? é pouco, mas é muito, né?

Engraçado que eu sempre gostei muito de escrever e de falar, e faço isso tão pouco por você. Já desperdicei tantas palavras bonitas na minha vida, foi sem querer que com você demonstro mais por gestos...

Tô pensando aqui, você é tão bondoso comigo. Tão amoroso, tão carinhoso... Nem sempre eu retribuo da maneira certa. Mas você conseguiu chegar tão, tão perto de mim, que conhece até meu lado mais horrível.

Faz exatamente 1 ano que eu comecei a ter uma sucessão de fracassos amorosos. Nada era suficiente, eu nunca chegava lá... E eu me perguntava o que tinha de "errado" comigo. 

Vejo que nada, o "certo" é que era você.

maio 07, 2011

O Eu Hedonísta

Revelação pertubadora:
todos os meus filmes preferidos,
e a maioria dos dvds que tenho em casa
são filmes hedonistas.

Percebo quase palpável,
que em mim,
o hedonismo tem uma relação
estreitíssima com meu gosto cinematográfico.

Com o tempo tudo foi ficando claro... Das vezes que eu entro em êxtase no cinema, e olho pras tantas outras pessoas ao meu lado na sala, e todos perfeitamente sentados parados, com expressões de que estão somente assistindo a um filme. E eu penso: "como é que eles conseguem se controlar?"
Porque pra mim é muito difícil me manter sentada, eu sempre tenho que me segurar nos apoios da poltrona... O sorriso na boca e nos olhos é que eu não consigo.

Incontrolável pra mim não apreciar com toda atenção possível os mínimos detalhes do mundo que possam me interessar...

E isso muda tudo, me pertuba mais,
e ai meu Deus do céu,
só de escrever esse texto e falar de hedonismo
eu já entro num estado de graça e prazer.

Vou parar.

Ou melhor, vou parar por aqui por esse blog,
pq na verdade,
eu não vou parar nunca.

http://oeuhedonista.blogspot.com/ (acho que agora ele vai pra frente!)
.

Obrigada, valeu.

Não sei se a minha vida mudou muito, ou se quem mudou foi eu - por dentro. Sei é que tenho andado muito feliz, com pequenos detalhes que vão me enchendo de amor. Acho que passo a idéia de ser uma mulher-mundo pra quem está ao meu redor. Por dentro, estou mais para menina-sensações.

Quando digo mulher-mundo, tem a ver com esse lance de sempre ouvir "nossa, você só tem 20 anos?"... É, eu só tenho 20 anos, mas me formo no final do ano e tenho algumas responsabilidades de "gente grande", obrigado. E é assim mesmo, não tô reclamando, ou eu me deixo levar pelo que é exigido, ou eu fico para trás. E para trás é que eu não quero ficar.

Não sei como acontece com os outros, até porque não saio perguntando por aí "e então, como é que você vive sua vida?", mas sempre consegui ser mais de mim nos relacionamentos amorosos, do que com amigos (mesmo aqueles bem íntimos). Com certeza porque tenho mais medo de perder os amigos.

Esse blog é meu escape, o que tem de sobra aqui sou eu falando de mim. Acho que falo só bem, me vejo no direito de contar o meu melhor. As mazelas eu deixo para dizer pessoalmente. Tenho várias também. 

[...]

O que eu estava contando antes de começar a divagar, é que eu estou feliz, muito feliz. obrigada, valeu.

"p/ Leo"

Sabe, Leo, quando eu perdi você, me indicaram esse blog: http://parafrancisco.blogspot.com/

É lindo, gastei muitos dias lendo. Valeu cada dia desse.
Dói também. Quase todas as palavras. E mais ainda as que me traziam você... Eram muitas.

Diferente da Cris Guerra (autora do blog e do livro homônimo), eu não tenho um Francisco. Também não tenho tantas lembranças. Mas eu tenho as minhas.

Em abril fez 1 ano que você se foi. Não se preocupa, eu caminhei. Em alguns momentos tropecei - e tropeço. Principalmente quando encontro você nas músicas, quando vejo você nos filmes, quando leio você nos textos. Aliás, em muitos textos eu ainda leio você.

O meu blog passou de postagens aleatórias para lembranças. Existem muitas cartas soltas pelo computador, algumas vieram parar aqui. Acho que quando preciso realmente de um escape, eu venho e posto.

Sempre acontece de alguém ler e comentar comigo, você faz com que as pessoas venham até mim querer saber mais do "Leo". O que eu posso dizer? "O Leo ainda me dói vezemquando...".

~

"p/ Leo": comecei falando do blog da Cris lá de BH, para explicar a tag que acompanha todas as suas cartas.

~

Eu não sei exatamente onde você está, mas eu queria muito - que seja onde fosse - o meu amor e carinho ainda pudessem serem vistos - e lidos.


Com todo o meu amor
e carinho de sempre,


Ju

fevereiro 23, 2011

"Eu não tenho ninguém, minha família é você..."


Ontem à noite voltando pra casa da Unifor, parei num sinal que geralmente paro e vi um pedinte já com uns 60 anos e que não tem o braço direito. Eu sempre o vejo por lá. Ele não limpa vidro, ele não vende nada, só fica lá pedindo uns trocados. Eu sempre tô no meu "mundinho" ar condicionado + algum cd, e quando alguém se aproxima do meu carro, dificilmente desço o vidro por conta da violência da cidade. O mesmo com esse senhor. Eu faço o sinal de "não", ele sorri e vai pro próximo carro. Ontem tinha 1 real perambulando no porta objetos, resolvi dar pra ele, ele sorriu agradecido. Como já estava tarde, era mais de 22h da noite, eu perguntei ingenuamente: "Que horas o senhor vai pra casa?", visto que ele apontou um canto e respondeu: "Eu não tenho casa, eu durmo ali. Eu não tenho ninguém, minha família é você...".

Eu só consegui pensar "toma na cara, Juliana, sua alienada!"...

Um monte de questionamentos vieram na minha cabeça e me deixaram muito atordoada, dirigi de modo automático até em casa, pensando naquele senhor... Quando cheguei, tava passando Big Brother, eu sentei no sofá e assisti.

E essa minha história resume a nossa sociedade, que se compadece, mas não faz nada, que vê que tá tudo errado, mas que liga a tv pra ver novela. E eu faço parte dessa sociedade. Me dói ver as coisas erradas e não fazer nada e saber que vou continuar não fazendo nada. Até quando eu? Até quando a sociedade?

fevereiro 02, 2011

Vá, e não volte mais.


E enfim você foi, demorou um pouco, mas foi...

Sabe, Leo, durante muito tempo eu pensei que pra conseguir seguir em frente, sem mais olhar pra trás pensando em você, eu teria que te substituir. Durante muito tempo eu pensei que tivesse que encontrar um novo amor, tão ou maior que você. Que só assim eu teria chance...

E isso sempre foi um peso muito grande, pelo simples fato que encontrar um amor tão ou maior que você não seria como ir daqui até a esquina. Você me foi tanto...

Estou eu aqui, deveria me sentir culpada por finalmente estar seguindo em frente? Acho que não... Nem você, quando ainda na minha vida, pedia esse tipo de coisa pra mim, você sempre me poupava tanto...

Olha, ainda não encontrei um novo amor, ainda... Mas voltei a me permitir e isso já é um bom começo, porque sei que alguma hora vai acabar acontecendo. Por favor, vá, e não volte mais.

Com todo o meu amor
e carinho de sempre,

Ju.