Ontem à noite voltando pra casa da Unifor, parei num sinal que geralmente paro e vi um pedinte já com uns 60 anos e que não tem o braço direito. Eu sempre o vejo por lá. Ele não limpa vidro, ele não vende nada, só fica lá pedindo uns trocados. Eu sempre tô no meu "mundinho" ar condicionado + algum cd, e quando alguém se aproxima do meu carro, dificilmente desço o vidro por conta da violência da cidade. O mesmo com esse senhor. Eu faço o sinal de "não", ele sorri e vai pro próximo carro. Ontem tinha 1 real perambulando no porta objetos, resolvi dar pra ele, ele sorriu agradecido. Como já estava tarde, era mais de 22h da noite, eu perguntei ingenuamente: "Que horas o senhor vai pra casa?", visto que ele apontou um canto e respondeu: "Eu não tenho casa, eu durmo ali. Eu não tenho ninguém, minha família é você...".
Eu só consegui pensar "toma na cara, Juliana, sua alienada!"...
Um monte de questionamentos vieram na minha cabeça e me deixaram muito atordoada, dirigi de modo automático até em casa, pensando naquele senhor... Quando cheguei, tava passando Big Brother, eu sentei no sofá e assisti.
E essa minha história resume a nossa sociedade, que se compadece, mas não faz nada, que vê que tá tudo errado, mas que liga a tv pra ver novela. E eu faço parte dessa sociedade. Me dói ver as coisas erradas e não fazer nada e saber que vou continuar não fazendo nada. Até quando eu? Até quando a sociedade?
Eu só consegui pensar "toma na cara, Juliana, sua alienada!"...Um monte de questionamentos vieram na minha cabeça e me deixaram muito atordoada, dirigi de modo automático até em casa, pensando naquele senhor... Quando cheguei, tava passando Big Brother, eu sentei no sofá e assisti.
E essa minha história resume a nossa sociedade, que se compadece, mas não faz nada, que vê que tá tudo errado, mas que liga a tv pra ver novela. E eu faço parte dessa sociedade. Me dói ver as coisas erradas e não fazer nada e saber que vou continuar não fazendo nada. Até quando eu? Até quando a sociedade?