fevereiro 23, 2011

"Eu não tenho ninguém, minha família é você..."


Ontem à noite voltando pra casa da Unifor, parei num sinal que geralmente paro e vi um pedinte já com uns 60 anos e que não tem o braço direito. Eu sempre o vejo por lá. Ele não limpa vidro, ele não vende nada, só fica lá pedindo uns trocados. Eu sempre tô no meu "mundinho" ar condicionado + algum cd, e quando alguém se aproxima do meu carro, dificilmente desço o vidro por conta da violência da cidade. O mesmo com esse senhor. Eu faço o sinal de "não", ele sorri e vai pro próximo carro. Ontem tinha 1 real perambulando no porta objetos, resolvi dar pra ele, ele sorriu agradecido. Como já estava tarde, era mais de 22h da noite, eu perguntei ingenuamente: "Que horas o senhor vai pra casa?", visto que ele apontou um canto e respondeu: "Eu não tenho casa, eu durmo ali. Eu não tenho ninguém, minha família é você...".

Eu só consegui pensar "toma na cara, Juliana, sua alienada!"...

Um monte de questionamentos vieram na minha cabeça e me deixaram muito atordoada, dirigi de modo automático até em casa, pensando naquele senhor... Quando cheguei, tava passando Big Brother, eu sentei no sofá e assisti.

E essa minha história resume a nossa sociedade, que se compadece, mas não faz nada, que vê que tá tudo errado, mas que liga a tv pra ver novela. E eu faço parte dessa sociedade. Me dói ver as coisas erradas e não fazer nada e saber que vou continuar não fazendo nada. Até quando eu? Até quando a sociedade?

fevereiro 02, 2011

Vá, e não volte mais.


E enfim você foi, demorou um pouco, mas foi...

Sabe, Leo, durante muito tempo eu pensei que pra conseguir seguir em frente, sem mais olhar pra trás pensando em você, eu teria que te substituir. Durante muito tempo eu pensei que tivesse que encontrar um novo amor, tão ou maior que você. Que só assim eu teria chance...

E isso sempre foi um peso muito grande, pelo simples fato que encontrar um amor tão ou maior que você não seria como ir daqui até a esquina. Você me foi tanto...

Estou eu aqui, deveria me sentir culpada por finalmente estar seguindo em frente? Acho que não... Nem você, quando ainda na minha vida, pedia esse tipo de coisa pra mim, você sempre me poupava tanto...

Olha, ainda não encontrei um novo amor, ainda... Mas voltei a me permitir e isso já é um bom começo, porque sei que alguma hora vai acabar acontecendo. Por favor, vá, e não volte mais.

Com todo o meu amor
e carinho de sempre,

Ju.