novembro 22, 2009

Eu quero mais é transgredir!


Cansa ser responsável sempre. Por algum motivo que agora eu realmente vejo que não faz mais nenhum sentido, eu criei uma imagem de uma menina que não faz nada de errado, e que por causa disso, exigem de mim o mais próximo do perfeito. Mas eu não sou mais uma menina. E eu quero transgredir. Quero transbordar incertezas e demonstrar todas as fraquezas que eu nunca mostrei. Além de todo o veneninho... Rá

Não aguento mais essa posição confortável em que me mantenho há tempos. É muito fácil pra mim escrever em um blog sem saber quem está me lendo (mas sei que o fazem, afinal Google Analytics tá aí pra isso). Do mesmo jeito que é muito fácil para você ler o meu blog sabendo que eu nunca saberei. Chega de ficar nessa zona de conforto! Mas eu não estou falando de você, estou falando de mim.

Tô me sentindo presa, sufocada. Preciso viajar! Colocar a mochila nas costas e sair por aí sem muitos planos. Com pouca bagagem, uma câmera pra fazer um doc amador e sozinha - ou alguém que seja muito importante mesmo, só assim pra aguentar um outro além de mim.
"Quero viver, quero ouvir, quero ver."

outubro 07, 2009

E daí?

Às vezes a gente ouve, lê ou assiste algo que nos agrada tanto, que repetimos inúmeras vezes por puro e simples prazer. E como uma boa exaltadora do prazer que sou, resolvi criar uma nova "tag" no meu blog: Orgasmos múltiplos. Isso nada tem a ver com o lado carnal, bom, tem um pouco, mas não é só essa a intenção.

E como eu não sou tão egocêntrica assim, hehe, é lógico que tudo que me agrada não vem só de mim, vem dos outros, e graças a Deus, ou que conhecimento pobre eu teria. Música, filme, literatura, vale tudo. E para essa estreia (tô traindo o movimento indo nessa onda de reforma ortográfica, mas, trema, nunca te abandonarei!) de "tag" começo com um trecho falado da música "Samba da Bênção", que me traz um imenso prazer ao ouvir - e ao cantar, porque eu também não sou tão desafinada assim.

"Senão é como amar uma mulher só linda
E daí? Uma mulher tem que ter
Qualquer coisa além de beleza
Qualquer coisa de triste
Qualquer coisa que chora
Qualquer coisa que sente saudade
Um molejo de amor machucado
Uma beleza que vem da tristeza
De se saber mulher
Feita apenas para amar
Para sofrer pelo seu amor
E pra ser só perdão"

Vinicius de Moraes

setembro 25, 2009

E o pior é que sou passional.

Na minha vida, de todos os meus medos, o maior é o de amar e não ser amada.

E não falo de amor de um homem, não. Quer dizer, desse também, mas não somente. Falo de toda forma de amor.

Tenho medo de amar demais meus amigos, e ser traída a qualquer tempo. Medo de amar demais meus pais, e me decepcionar com eles por besteiras que não são necessárias. Medo de gostar muito de uma cadeira da faculdade e ficar de final nela. Medo de ir muito com a cara de um professor e querer me destacar na matéria, mas não ganhar abertura suficiente dele para isso. Medo de estar muito afim de fazer um chamego na minha cachorra, chamá-la para perto e ser ignorada. Medo de amar muito um livro e o final ser decepcionante. E principalmente, amar demais um homem e não ser correspondida.

O meu medo é baseado no meu amor ser respondido com menos do que eu queira. Eu quero tanto. Eu sempre quero tanto. Minha sina é viver querendo mais. Querendo tudo.

E o pior é que o pior de mim vem da minha passionalidade - literalmente.

julho 05, 2009

O pseudo artista em mim.

E eu, como todo pseudo artista, preciso alimentar meu personagem (ou pseudo também).

O personagem de mim mesmo só que devendo pouca - ou nenhuma - satisfação aos outros. E aliás, o que nos torna menos interessantes é o fato de mesmo quando não admitimos, sempre estamos preocupados com as satisfações que teremos que dar aos outros. Pórem, um dia me livro desse karma. Ah, se me livro...

Enquanto isso, vou devagarzinho escrevendo meu livro, lendo mais uns tantos outros, contando meus causos pros amigos, sonhando sair dessa vida de pseudo qualquer coisa.

Sem nunca - por favor, Juliana! - deixar de ser o que me torna menos pseudo: O eu despreocupadamente brincalhona.


(olha, pior seria se chegassem para mim e dissessem: "Juliana, você é normal demais...")

junho 05, 2009

O que eu aprendi com os outros.

Tava aqui pensando em como eu mudei do começo do ano para cá. Esse tipo de reflexão acontece principalmente quando vemos a posição que pessoas tomam em determinadas circunstâncias e que sabemos que tomaríamos uma completamente diferente. Mas então eu vejo que, talvez, há tempos atrás, eu tomaria a mesma posição, ou semelhante. Então eu vejo que realmente mudei, amadureci. O ser humano tem que evoluir. E o resultado dessa minha evolução é a junção entre o que eu aprendi com a vida (com o que eu li, vi, escutei, encontrei por aí) e o que eu aprendi com as pessoas (e não pessoas) próximas a mim.

Então eu resolvi listar aqui, assim por nada e pra nada, só para registrar o momento lúcido em que me encontro:
  • Com meu pai eu aprendi que a vida não é um ciclo fechado, que eu posso fazer dar certo algo que ao meu olhar (e aos dos outros) é totalmente arriscado.
  • Com minha mãe eu aprendi que acreditar em Deus não é alienação.
  • Com uma grande amiga chamada Vanessa eu aprendi que ser uma pessoa séria e responsável não me torna careta.
  • Com outra grande amiga chamada Bruna eu aprendi que nem toda patricinha é fútil e que muitas delas tem mais conhecimentos a oferecer do que se imagina.
  • Com outra grande amiga chamada Simone eu aprendi que ser justa em todas as situações (mesmo quando isso possa prejudicar amigos queridos ou a nós mesmos) é o melhor a se fazer.
  • Com o meu prof. Márcio eu aprendi que me dedicar realmente ao estudos não é nada de especial e digno de um Prêmio Nobel, é simplesmente algo que eu tenho que fazer.
  • Com minha prof. Nilda eu aprendi que sou especial e que tenho um bom futuro me esperando.
  • Com o meu avô Getúlio (pai da minha mãe) eu aprendi que o homem mais inteligente que eu conheço não tem nenhuma formação acadêmica.
  • Com a minha avó Carlota (mãe do meu pai) eu aprendi a ser forte mesmo estando triste.
E uma das últimas e mais importantes coisas que eu aprendi:
  • Com a minha cachorra (Giselda, carinhosamente Gigi) eu aprendi a amar e/ou me dedicar aos outros sem esperar nada em troca, e talvez esse seja até o segredo do início de um amor verdadeiro (mas isso é só filosofia, tema para um outro post).
Vivendo e olhando atentamente para as pessoas em busca de mais outros detalhes que aprender. É assim que eu vou me construindo e me tornando cada vez mais Juliana.




PS.: Tinham outros pontos, mas me esqueci - e ainda bem, ou então esse post ficaria maior do que ele já ficou.

abril 20, 2009

Chic é ser educado.

Tem coisa mais chata que pessoas deselegantes? E nem estou falando de vestuário. Gente que fala alto demais, ou que só fala de si mesmo, ou que só olha pros outros com aquela cara de nojinho. Ai, ai, ai... Do que adianta andar bem vestido, antenado na moda, e achar-se superior aos outros? Pois então, vos digo: Chic é ser educado.

Ora, comprar roupas legais é fácil quando se tem dinheiro, difícil é comprar educação.

PS: É cada sapo que engolimos para evitar descer do salto.

abril 19, 2009

Esse blog sou eu.



aqui me perguntando como eu que sempre gostei de escrever, tenho meu "top5 blogs" que leio todo dia, eu que dou pinta na net desde meados de 2003, viciada em cultura pop e adepta de todos esses meios virtuais de comunicação (orkut, twitter, last.fm, myspace, youtube...), só vim criar meu próprio blog agora?


A intenção é tema livre, sem preconceitos. É um blog pessoal, esse blog sou eu.